sábado, 2 de maio de 2009

.Sim?


A minha mente não me deixa pensar em mais nada e o meu corpo também não o deseja. Bebe-te como um último beijo que não foi primeiro ainda, sente-te na falta de nunca te ter tido. Dói a constante ideia de vir a perder um jogo acabado, mas que alimenta esperanças num sonho que ainda tem o leito quente. O meu corpo dita tudo aquilo que não sei dizer, diz baixinho o que te quer gritar num breve momento de coragem que a minha mente diz vir a ser vão. O meu colo gélido, subordinado dum coração que não sabe já se não ser frio, aquece perante o tanto que poderia ser se tu me fizesses, me construisses, se me quisesses. Não ser, mas ter tudo e mais vontade, faz-me respirar o saber ser duma forma mais forte, como fui quando amei. E não amarei agora? Não lhe poderei chamar o mesmo que ao primeiro, o meu grande, o meu maior? Se me mostrares a face da verdade, dura ou doce, saberei como reagir. Que sejas breve numa resposta a uma pergunta que não fiz, que não sei se aguento querer ter o mundo na minha mão e seres tu que o tens.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

.Eu fico aqui

Dei o corpo e dei a alma.
Dei o tempo e dei a vida.
Perdi o sossego e a calma.
Entrei num beco sem saída.

Vou esquecer o teu nome,
Vou esquecer que o escrevi
Em todos os passos pesados
Que me afastam de ti.

Sacrificio doce lembrar-me
Que me dói amar-te e perder.
Não ser nada mas seres-me tudo
Será sempre o que me faz viver.

Não quero dar-te o prazer
Nem quero que saibas da vontade,
Mas tenho que me lembrar de ser
Mais do que esta amarga saudade.

Todo o mal que me fizeste,
Não me afastou como querias.
Tentaste mudar o que sempre vi
Mas nunca mudaste o que vias.

Olha para mim e diz sem pensar,
Que não valeu a pena e não doeu
Teres saído a medo e com pesar
Sabendo que ainda nada me moveu.

Nunca saí do meu lugar e sei
Que te custou também a ti.
Perdoar não é problema e eu,
Eu fico aqui.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

.Enlace

No silêncio duma tarde meio perdida, descubro que sinto falta de sentir alguém. Alguém que me toque de dentro para fora, que me fale ao ouvido e não diga nada que não seja a coisa mais doce do mundo. Sinto falta de adormecer no colo de alguém que me ache necessária, porque hoje não faço falta a ninguém. Amar... Não sei voltar a amar, só porque acredito que amei tudo duma vez. Sinto falta de ser miseravelmente feliz, de viver sem arrastar os pés e de voar mesmo na desilusão.

Quero o enlace de alguém que me quer. E se houver alguém que me queira, que seja quem amei ou que me ensine a amar outra vez. Que encha de mimos e que me faça renascer.


Se eu te pedisse... Voltavas, amor?

domingo, 18 de janeiro de 2009

.Luxúria










Erro meu pensar que vinhas,
Pensar que voltavas para ficar.
Nunca voltaste porque tinhas
Orgulho demais para amar.
Sei que foi falso, esse passo.
Não te custou nada sair,
Mas toldou tudo o que faço,
Dependia de ti para sentir.
Esperei demais e chegou.
Vou correr atrás de mim
Porque a vaidade te levou
E o meu corpo não sente assim.
Prefiro agora ser eu,
Dona do tempo e da vontade.
Vou aprendendo o que é meu
E tu, nem deixas saudade.

sábado, 10 de janeiro de 2009

.Deus?














Será divino ou sagrado?
Terei de aceitar este fim?
Um bocado do Diabo
Que se apresenta assim.
Mereço tamanha culpa,
Flor da negativa vontade?
Não sei ver idade adulta
Se me tiram já a minha idade.
O ser feliz é de minutos,
O ser triste da eternidade.
Serei, em momentos ocultos,
Capaz de contrariar a vontade?
Tenho os meus que o amor traz,
Pilares de vida do meu ser.
Sei que vou ser capaz,
Tenho neles tudo para vencer.

domingo, 28 de dezembro de 2008

.Queimei


Não pedi licença, entrei.
Mordi o desgosto de não ser,
A vontade de não chegar
E o querer aprender.
Não fui certa, perdi.
Não soube estar, chorei.
Fui o pouco que investi,
O que não disse nem mostrei.
Vais como pesadelo triste,
Que se acaba ao amanhecer.
Ficas como sombra que insiste
Ver-me só para te ver crescer.
Não dei importância ao todo
Que se divide e faz reviver
O muito que fui sentido
E que hoje corta e faz sofrer.


Foste. Não há mais lenha por onde arder.

domingo, 21 de dezembro de 2008

.Peço desculpa















O corpo já não reage à emoção,
Já não aquece ao toque real.
Do pouco sinto, só coração
E esse bate, pouco e mal.
Já não me sei levantar
E nem sinto vontade,
Porque mesmo sem errar
Vivo de medo e saudade.
Acho-me pouco e não sei ver,
Que faço falta e sou parte.
Falta-me achar o que fazer,
Para começar, solidão, a odiar-te.
O meu bem-estar é bem melhor,
Que a tristeza mais dura.
Mas não me alimento de amor,
Vivo só da dúvida mais pura.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

.Vontades

Se não me ouves, nem me chamas
Se escondes e não queres ver,
Não posso mostrar-te como
Nem sei mais o que te dizer.
Se preferes sair e ignorar
Se queres fazer de conta,
Vou sair para não voltar
Vou ser do fio a ponta.
Se não pedes que fique
Se nem mostras querer,
Vou para se que modifique
A forma que olhas sem me ver.
Se vais calar o que sentes
Se ficas com o que é meu,
Levo o que me resta da vontade
E esqueço tudo o que é teu.

Se não sabes dar valor
Se não queres nem tentar,
Não fico para ver o pior
Que já me vez vacilar.


domingo, 23 de novembro de 2008

.A 'minha' saudade


Ainda aqui estás 'comigo',
Mas já lhe sinto o gosto
Da saudade do dizer amigo
Do estar para ser encosto.
Do rir da verdade ridicula
Ou de rir para não chorar,
Na certeza de estar sempre,
É lá que me vais achar.
Vais ser sempre a vontade
De rir privado ao lembrar,
De motivos nossos tripartidos
De três que nunca irão mudar.
Rio dentro do meu orgulho
Na vontade enorme do teu ser
Pergunto-me quando em mim mergulho
Se sabes a falta que vais fazer.
Olhar de anão para gigante,
Ouvir de igual para igual.
Já fazes parte da minha gente,
Do que se tornou fundamental.

(Se não sabias disto, ficas a saber agora. Se não to soube mostrar, escrevi agora. Tenho muito orgulho em ti. A sério.)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

.E eu quero-o


Minto-me constantemente. Minto a quem procura a verdade. Não quero nunca reconhecer que ainda te tenho como certo, que ainda espero que voltes atrás. Nego achar justo que te arrependas, mas desejo todos os dias que a noite te traga o desassossego dum passo mal dado. Quero ser esse passo. Ainda penso em ti no teu estado, para mim, mais puro. Prefiro apagar o lado negro que me deixou escura e sem retorno à luz que me trazias todos os dias. Não a acho em mais ninguém e temo dar de mim o que contigo deixei.
Quero que voltes, feliz como te achei, puro como te encontrei. Volta, mas não para errar da mesma forma... E, agora ao escrevê-lo, menti-me outra vez. Quero que voltes, de qualquer jeito, mesmo que venhas para partir.

Mesmo que seja pelo fim que nunca me deste, mereço-o. E quero-o.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

.Fado


Venha um, venham todos juntos
Podem dizer, ouvir e desconfiar.
Venham em grupos, venham muitos
Que eu não deixo o meu lugar.

Fiz promessa, marquei presença.
Corra o tempo e a vontade,
Venha a tristeza e a mudança.
O pior será só saudade.

Que a distância nos afaste
Só para nos ver juntar.
Que o tempo nunca desgaste
O que não se pode contar.

Caminho segura lado a lado
Com melhor que se pode ter.
Cantei triste meu fado
Para o ver agora renascer.

sábado, 18 de outubro de 2008

.Enleio

Sufoca e faz sentir quente,
Aperta no nó que me enlaça.
Corta de tão fino e mente,
Morde dentro como quem abraça.

Cresce enleado e vai mudando
De cor, intensidade e graça
Linha doce que não comando
Mel da minha desgraça.

Quantos nós, tanta vontade.
Quanto fio, não se conta.
Quero, para matar a saudade,
Deste enleio, achar a ponta.

.Su

quarta-feira, 30 de julho de 2008

.Do lado errado do que é certo

Raro em mim seria escrever-me feliz
Raro seria dizer-me contente
Tão raro quanto o bem que hoje fiz
Rodeada do ouro da minha gente.
E o lado errado é pensar-me inferior
Incapaz de abraçar o que é correcto
O que me dão não sei se é amor
Mas são tudo o que me parece certo.
Temo por mim se me der como sozinha
Temo as partidas dos que me dão a mão
Mantenho perto quem comigo caminha
Para que mantenham longe a solidão.
A importância cabe-me a mim atribuir
A intensidade cabe-me a mim manter
A distância cabe-me a mim definir
E tudo para não sair a perder.

terça-feira, 1 de julho de 2008

.Perdidos e Achados

Ainda te procuro. Todos os dias e em tudo.

Poucas vezes não te encontro
Aonde nunca te devia procurar.
Acabo por negar e escondo
Quando te quero onde não devias estar.

Nunca te substitui e quis
Que nunca ocupassem teu lugar,
Não só por tudo o que fiz
Mas pelo pouco que quiseste dar.

Foste tão mais do que soubeste
No tão pouco que te soube mostrar.
Tão pouca noção do bem que fizeste
E do mal que me viu derrotar.

Ainda te procuro porque me pegunto.
Ainda te tenho porque me iludo.
Ainda fazes muita falta dentro
Todos os dias e em tudo.

.Su

terça-feira, 10 de junho de 2008

.A Quem Toma Conta

A quem merece. Dedico tudo o que escrevo a quem sabe do que falo, mas nunca lhes escrevi nada. Agora, é deles o que se segue.
É vosso, de quem lê o blog. Porque se dei permissão para ler, é porque me é muito e soube merecer ser:


Não tenho como descrever. Posso até falar horas a fio de tudo o que sinto, sem nunca achar suficientes todos os adjectivos. Admito sentir-me frustrada, por achar que às vezes nem sou metade do que merecem e porque vos chateio com merdas minhas. Mas, sempre soube estar e ouvir também.
Entre saídas, cafézinhos, concertos ou telefonemas sem porquê, não há um momento melhor que outro. Circuntâncias diferentes não vos puseram em patamares diferentes, mas deram-vos tudo o que tiver para dar.
São Savage Garden, Terra Naomi e Alicia Keys. Meravigliosa Creatura e um fadinho da Mariza. São quem guarda mágoas e desfaz tristezas. São quem faz rir e ri... Ri muito e pela noite fora. Fazem sentir bem e como ninguém. Não há solidão, nem de lágrima estendida pela cara de quem sente e de quem ouve. São telepatia, daquele nem precisar falar. São ídolos e inspiração. Quem me puxa do buraco e diz que vale a pena. São quem me abraça naquele 'Gosto muito de ti...' reconfortante. São o céu, são o chão... Paredes e pilares de uma vida feita dos Passos Caricatos de quem tem muita sorte em vos ter.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Dia mau/Boa noite

Acordei e não te quis ver em lado nenhum
Saí de casa e perdi-me a rever-te no social
Entre músicas e cheiros de lugar algum
Duvidei a minha decisão como ideal.

O dia corre e nem sei se penso em ti
Nem se tenho até tempo para pensar
Será que me lembrei do teu nome tanto assim?
Afinal utilizo o dia para me tentar enganar.

Chego a casa na minha calma e não sinto
Há-de haver tempo para me encostar
Saio de casa obrigada, não minto
Mas saio só para não te querer esperar.

E riu sem nexo, ou com tanto que nem sei
Fazem-me me rir e eu faço-me piada
Torno engraçadas as pedras que pisei
Para tentar ocultar vida mais desordenada.

E não há como controlar o que se aproxima
Quando me deito e sinto o que não consigo mudar
Preciso de quem me ajuda e puxa para cima
E o Samsung não há meio de tocar.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

.Já não há

E tudo o que precisei, fugiu
Levou tempo e levou o meu
Levou-me tão cruelmente
Que me arrancou do que fui eu.
Não ser senão para estar
Fazia bem, e mal fazia
Acabei por cansar de ser
O que mastigava e depois cupia.
Vontade de pertencer, não ser àparte
Vontade de compreensão e abraço
De ser guiada, para poder guiar-te
Por entre caminhos que já não traço.


Sei que não é simples acreditar
Mas sei bem que me conheço
É mais simples tentar amar
É o simples tentar que peço.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

.Novos formatos

Se não fosses tudo, serias nada
Nem meio termo, nem falta de ti
Sem lugar para noites acordada
Nem para dias de sentir assim.
O referido não se confirma
Nem vontade do o tornar verdade
Se fosse metade de mim
Serias tu minha metade.
Dependente do que não é meu
Não do que não me é nada
Mais vale correr atrás do concreto
Do que numa corrida acabada.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

O que não quero partilhar

Há coisas que escondo e reservo. Coisas minhas e pessoais, das quais falo mas não mostro. Coisas banais, outras nem tanto. Coisas que pertecem a quem eu pertencer.


Escondo o acordar feio de manhã, o mau humor dos dias azuis e o descansar de molho em banho quente.


Oculto o deitar quentinha entre lençois, o entrelaçar de pernas e as meias grossas que completam o pijama dos ursinhos.


Reservo desejos de susurro ao ouvido, beijos roubados e abraços meio atrevidos.


Guardo vontades de morder, de ser mordida, pele com pele, corpo a corpo.


Só mostro Su a quem sabe ser de Su. A quem dá tanto como eu... e não dou pouco. Só mostro a quem não se dá, a não ser a quem lhe pertence.




Só merece quem tem teu nome completo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

As que merecem

As que ficaram, pedi para ficar.
As que quiseram, deixei ir.
As que são, serão sempre.
As que não foram, deixei de sentir.
As que atingem, deixo tocar.
As que passam ao lado, podem passar.
Só as pessoas que ficam
Podem fazer rir a chorar.

Só quem sabe é que mexe dentro
Só quem quer é que sabe fazer sentir
Só quem aprende sabe viver o momento
E quem sabe não tem mais como partir.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Para a falta de tempos

Se fosse avaliar a verdade
Veria a mesma como inconcreta e relativa
Depende do dia, da noite
Da disposição lenta ou criativa.
Depende da cor do sonho anterior
Depende dos sorrisos que rodeiam
Depende do peso da minha dor
Ou dos pensamentos que vagueiam.
Tendo em conta toques e beijos
Juntando pontapés e empurrões
Digo que a minha verdade desconhecida
É feita de falta de conclusões.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Reticências

Prefiro-te em silêncio, proferindo palavras de olho a olho. Corpo a corpo. O som já não me atrai nem satisfaz, habituei-me a ele.


Leva-me para lá da zona de conforto. Desconcentra-me. Desalinha-me. Faz-me aprender... Faz-me ver o que não vi em ninguém. Mostra-me o que não vi em ti. O que está para lá do normal, o que está para lá do que mostras a toda a gente. Sente, por favor, sente que já não há nada que me desperte, nada real, a não ser aquilo que tens reservado.
É do mal que me enrola que me sai a falta de braços e abraços. É da vida que me falta que me sai o que não consigo gritar. O que fica preso, o que mais vale nem mencionar.


Custa-me ver que não sei nada do que está por trás. Ando nesta procura sem cessar, ando correndo riscos de perder tudo o que tenho, ando à pressa na vida, para viver os minutos contigo em câmara lenta. Cubro as lágrimas nocturnas de sorrisos diurnos sem razão. Escondo as mágoas nos bolsos dos amigos que as guardam como tesouros. Mostro-me feliz e contente, não vá a minha tristeza afastar-te, a ti ou o teu sorriso.


Vivo, melhor, revivo uma história que já foi contada e escrita... por mim.

sábado, 20 de outubro de 2007

Me being romantic

Na tentativa de te levar à verdade, seria capaz de gritar ao mundo o quanto me és. Mas, pra quê, se cinco minutos depois duvidavas de novo?
São acções que vão ficando, juntando o ouro às palavras e a prata ao sorriso, que poderiam até não significar nada.
São movimentos esquivos a quem não vê... mas que na verdade, não interessam a ninguém, a não ser quem os partilha.
São apertos e desvios de vida regular, que massacram e fazem sangrar sem sequer tocar a pele... Só povoando o pensamento nas rotinas diárias com as saudades que provocam.
São simples olhares que vão enchendo o peito de orgulho, o coração de expectativa e a alma de incertezas.
Somos nós. E eu, quero que sejamos sempre.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Margem do que não se vê

O que o meu escuro esconde, não conto a ninguém. O que o meu refúgio acalma, é da minha conta. O que a minha música provoca, não é de quem vê, mas de quem sente e quem sente sou eu. Egoísmo? Nem me interessa o que lhe chamam, a mim é-me necessário.
A céu aberto, a vista é a que apresento. Liberta demónios, cobre-os de ouro, torna-os capazes de sair sozinhos. Cria sonhos e esperança.
E quando se acaba... acaba-se tudo.

HELP I NEED SOMEBODY! HELP!

Há sempre um dia negro. Há sempre um dia em que não sei em quem me tornei. Esse dia é hoje. É o hoje que dói. É hoje que preciso de ajuda... e ela não aparece. É hoje que preciso de convites para sair... é hoje que me agarro ao telemóvel à espera de alguma coisa... e nada. Não peço porque sou orgulhosa e porque acredito que amanhã já não custa, mas hoje está a custar.
A certeza duma incerteza grande e feia mata qualquer resto de alegria. Só peço um momento de conforto, umas palavrinhas simpáticas e umas frases feitas, ou seja, tudo o que antes achava descartável mas que agora me é totalmente necessário.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

The day before 'The Day'

Quando não há mais nada material para preparar, quando não há mais nada material para fazer, o corpo desiste e deixa-se controlar pela antecipação. Planeio o que dizer, preparo piadas e clichés. Antecipo os meus movimentos em função dos teus que prevejo virem a realizar-se. Tento ver o que as outras pessoas podem alterar neste plano perfeito e faço um plano B. Prometo-me a mim própria não fazer piadas parvas, não parecer muito nervosa ou desesperada. Bato com a cabeça na parede quando, perante esta promessa, me lembro de tudo o que te disse estupidamente...
Tudo pronto. Relato depois o que se passou. Mais sei eu que tudo o que preparei não me vai servir de nada.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Arlequim Arranca-Sorrisos

Arlequim Arranca-Sorrisos… Faz-te total jus.
Mesmo quando sei que não consigo, tu fazes-me rir da minha própria tristeza, transformando lágrimas em gargalhadas. Tão simples… parece ser tão simples para ti o que muitos não conseguem fazer, ou nem tentam…!
Vens pelo caminho mais difícil, não apagas mágoas, lidas com elas com leveza. Falas-lhes com ternura, afugentas a dor com um olhar e a tristeza com um sorriso…

E que sorriso…!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

. Tempos

Perdi sorriso e perdi vontade de chorar. Não fabrico sorrisos, nem recupero lágrimas. Não me denuncio nem dou a conhecer. Sou de quem que não me quer. Sou de quem quer de mim gargalhadas e piadas feitas, quando quero soltar gritos de ajuda. Sou terror e sombra, ando a medo e revolta, sem razão aparente. Aparente para quem vê, porque para mim razões não faltam. E se ninguém vê que me sinto assim? Quanto tempo mais... quanto tempo?

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Toca a todos

Dani Klein diz: "They say you learn from your mistakes. That's a lie. My redemption has been staged numerous times". (Time Flies). Toca a todos... Bater com a cabeça uma vez, duas, três... no fundo, cometer os mesmos erros e chegar à conclusão que sabe tão bem saber o que vem a seguir... prever o momento de quebra, de revolta... de volta à Terra, para errar outra vez.

Medos

Ontem tive medo. Medo, só por ter, nem sei do que se tratava. Em vez de acender a luz e de me levantar... fiquei ali. Pensei para mim: "Há-des curti-lo... Há-des respirá-lo... até que se evapore". E fiquei. Não sei o que temia, não era nada de concreto. Liguei o mp3 e fiquei... fui ficando. Às tantas, eram 3.00h e eu ali... Ele foi-se... e eu fiquei. Vitória!

domingo, 22 de abril de 2007

E por ti outra vez...

Ciclo vicioso... Deu volta e parou no mesmo lugar. Andei a correr de ti para te achar outra vez.
Medo de te encurralar.
Medo de sentir a frustração que tanto amei sentir.
Medo de ver-te sorrir e não ser capaz de entender a simples simpatia.
Medo de te ouvir e perder noção do significado das palavras, sendo elas apenas "tempo contigo".
Medo do desejo.
Medo do rasto que largas, medo do que não sabes ser atributo viciante.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Dizer o quê?

Para te dizer o quê?
Se der voltas, páro por ti de novo. E venha quem vier, não há circuito secundário. E diante da verdade, sou até capaz da negar. Há muito tempo que não te vejo. O tempo é todo igual, o mesmo padrão. Não sinto ondas nem picos. Uma linha horizontal, como se da morte se tratasse.
Desejo ver-te. Mas para quê? Tenho tanto para te dizer. Mas, a verdade é que não sei o quê.
Tudo te mantém aqui. Ninguém te leva, encontrei-te em tanta gente que me dava segurança e amor (muito mais do que me deste). Esses foram apenas peões, mero sentimento e desejo fisico que não sinto mais. Foram horas que me custaram e dos olhos que me amaram, só os teus me satisfizeram.
Caminhos, só aqueles que percorri contigo ou em tua procura. Podem ser mais longos, mas dão-me a possibilidade de te ver e te sonhar meu outra vez.
Acho que o que me pesa mais é o adeus que não disseste. Foi tudo assim, meio rasgado. Foi apenas um pontapé nas costas e um sorriso de esperança. Agarrei-me a este útlimo. Erro teu que te devias ter ficado só pelo pontapé.

terça-feira, 20 de março de 2007

Se eu sentisse...

Acho que não me faz diferença sofrer... já só quero sentir alguma coisa. Perdi o meu medo de cair. Já me jogo ao chão. Ofereço-me quase. Quero morrer de amores, quero levar 24/7 sobre o sorriso de alguém, quero ser sombra dum amor não-correspondido. Também porque amores não-correspondidos são os únicos que conheço. Quero sofrer, daquele sofrer puro, chorar noites inteiras... mas sentir. Acho que já não peço para me fazerem sorrir. É mais difícil um sorriso que uma lágrima, quando me sinto assim. Ao menos que me façam sentir. Quero ser fiel, resistindo à tentação de outro alguém atraente. Quero ser unicamente de alguém, perdi rumo, estou sem "dono".
Vivo no escuro, acho que me apanhaste... sim, tu... solidão, que um dia achei miragem. Foste-me necessária, lutei por ti. Agora quero-te longe... muito longe. Dá-me o sorriso, dá-me aquele "Look - matador"...
Tempos de escola, tempos de sorrisos. Tempo de França, tempos de Senna e Torre Eiffel... tempos em que sabia o que era, sabia o que queria. Hoje, o tempo passa e nem o sinto passar por mim. Antes, o tempo era o vento simples e colorido que me fazia sorrir, por me aproximar mais da felicidade. Hoje visto preto. Quem me vê, não sabe. Quem conhece, nota. Mas cala, a medo.
Não sei... sinto-me "out". Sinto-me fora do cenário.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

... Sim sim!

Desmistifica-me. Descobre-me. AH!... Corre atrás de mim, se assim o desejares. Nunca saberás quem sou de verdade. O meu nunca fará parte de ti, nem te iludas. Mas podes tentar, com cuidado, não entres em paranóia. Gosto de te ver sofrer, a sério! Só assim consegues perceber o que me fizeste sentir, o que provocaste em mim.


E no beijo que procuras em meus lábios esquivos, sentirás a conquista final, se neles conseguires tocar. E a orelha que queres morder, escapou outra vez. E aquele segredo que me querias dizer, tornou-se uma música velha dos Guns, só porque não te quero ouvir, então canto.


Vem, anda lá. Hoje levas-me tu a casa. Ups! Será que te fechei a porta na cara?! Não sabia que querias entrar. Talvez tivesses sede, ou coisa assim...
Deves perguntar-te porque te faço isto, no fundo sabes que te amo... Mas amo-te mais quando estás triste por culpa minha, de outra forma nunca iria conseguir perceber se me amas. Adoro ver-te chorar. A culpa é tua. Aprende a mostrar que me amas, sem ser quando choras porque não gostas que te trate assim e porque pensas que me fizeste alguma coisa mais errada.
Agora sai, quero ficar sem ti, não sozinha mas sem ti. Vá lá, sabes que não te vou beijar. Aperta-me a mão...


Tchau, fica bem.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Black over Black

Não me tentem prender. Não serei mais de ninguém, mas sim de todos. Já chega. A agonia de pertencer já não faz parte de mim. Recuso qualquer tipo de prisão, recuso ser reclusa de novo, muito menos duma prisão de porta aberta donde nunca quis sair. Já chega. Não vivo mais ao passo dos outos, quero correr. Levo comigo os necessários. Serão sempre respeito e amor em mim, porque não me predem, deixam-me voar. E quero ser maior. Quero ser alvo de criticas, quero ser alvo do beijinho no pescoço e do tal abraço. Quero pintar os Converse e quero usar umas calças pretas, repletas de rasgões e sem serem passadas a ferro. Quero pegar numa t-shirt velha e estendê-la no chão. Juntar o pessoal e pedir que me pintem a camisola. Quero sair com ela para a rua, fazer dela orgulho. Levá-la a uma entrevista de trabalho, mais tarde. Quero viajar em mim, conhecer-me para conhecer os outros. Não me quero apaixonar ou ficar amarrada. Já tive a minha parte. Quero ter alguém que partilhe essa parte da minha intimidade, mas que me deixe beber leite do pacote. Que me leve mas que não tema a aproximada aproximação dos necessários, dos meus que já referi. Quero poder sair de casa e sair de mim. Quero ser forte, quero erguer o orgulho de me fazer ser assim, se é que o sinto. Quero escrever na palma da mão, relatar os meus sentimentos. Quero ser livre, nunca ocupando a liberdade dos outros, mas quero gritar. Quero ser completa.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

São meus

São claros na sua escuridão tremenda. Mostram-me tanto, mostram-me toda a tua imaturidade perante esta situação. Mostram-me o quanto gosto deles e mostram-me o porquê que tanto procurei mas que hoje não quero aceitar.
São filhos duma vida que os encheu de paixão, são aprendizes duma vida que vais pisando a medo.
São tão teus como meus e não mos tentes tirar... São a tristeza que alegremente aceito sem negar, são a minha alegria que nem tu consegues preencher mesmo que queiras.
Tu foste a minha vida, eles são hoje o meu destino. Fugiste, mas eles continuam aqui. Vigiam-me e falam ao meu ouvido dizendo teu nome que sem eles não iria mais recordar.
E mesmo longe, consigo sentir a frieza deles que me fazia sentir tão bem. Consigo ouvir a tua voz que acompanhava o percurso deles no meu corpo que te alimentava sem me tocares.
E quando sugavam o meu ser, alterando a minha respiração e todos os batimentos do meu coração. Colados em mim, fazendo-me sentir desejada, fazendo-me sentir tua. E no fim, quando gritavas meu nome, eles diziam-me de novo o quanto me amavas e o quanto me querias.
No meu peito hoje frio, eles relembram a felicidade que ainda idealizo e retratam todos os momentos em lágrimas agridoces.
São tão meus esses teus olhos.

domingo, 14 de janeiro de 2007

Não te sinto em falta

Não sinto falta nenhuma do que nos rodeava, não sinto falta do tempo que partilhámos com outro alguém, nem penso no que dizias aos outros perto de mim. Lembro por vezes das vezes que rias das coisas que eles diziam, mas só me lembro do teu sorriso, não do que te rias.


Sei de ti doutra forma. Recordo perfeitamente todos os momentos a que chamámos nossos. Sei do que te rias quando estavas comigo, sei porque me fazias rir. Sei porque chorámos, sei porque escondemos as palavras e nelas dissemos tudo o que era suposto um beijo mostrar. Vi o que só a mim dizias mostrar, mostrei o porquê das lágrimas que te apresentei e que achaste tão desconfortantes. Sei que foi nelas que viste a tua luz na altura, sei que foi no que sentia que foste buscar a força para te levantares após o choque que agora sem ti aguento sozinha. Do que tínhamos, fiquei com o nada que me entregaste. Mas sei o porquê da tua fuga.


Continuas a espalhar olhares e sorrisos? E aqueles “Eu gosto de ti, e muito...”? São meus. Sinto só vontade de rasgar a página, as merdas que faço. Hoje tudo me ataca, preciso do teu “Deixa lá, tens-me sempre a mim”, da tua mão nas minhas costas, da minha mão na tua cintura, dos nossos olhos no nosso sorriso tão parvo para quem via de fora.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Sem sucesso

Se soubesse o que sei hoje, teria sido muito mais furtiva. Teria tentado mais vezes uma aproximação, só para te proteger daquilo que é o teu segredo e que te faz tanto mal. Fez-te aprender a viver duma forma tão bonita, e foi essa forma que me agarrou. Se não fossem as armadilhas que a vida te montou, nunca terias aprendido a escapar delas, por assim dizer. Terei sido clara o suficiente? Agora que foste, será que perguntas porquê? O porquê da minha devoção? O meu quase culto...? Não era apenas pelo amor que te nutria, mas também por aquilo que contigo tinha a aprender e por todos os obstáculos que nos comprometemos a ultrapassar, juntos. E sei que vais negar a beleza do nosso passado, só para me fazeres sentir impotente, mas vais sorrir e iremos voltar ao mesmo, aquela amizade tão estranha que só a nós faz jus. E sentirmo-nos mal ou chorar pelo que passou está fora de questão. Somos bem capazes de até rir sobre aquilo que mais nos custou.
A noite cai, cada um para seu lado. E aí, dói. Dói muito. É pesado, é praticamente tortura. Nessas alturas preferia nem ter ido ter contigo.
O sol já nasceu e és a primeira pessoa a quem falo no começo do dia. Trazes-me o pequeno-almoço à cama. Sabes bem aquilo que me faz sorrir.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Porque é de ti

Porque é de ti que recebo a minha paz, rasgo de luz que me deixa completamente tonta, sem nada a esconder-te. E se é de ti que ela vem, essa minha paz, é das tuas mãos que a quero receber. Faz aquilo o que, perante mim, prometeste. Depois disso, podes sair. Mas ao menos tenta, não te julgarei se não ficares.


Uma vez, fizeste-me sangrar com um murro que me deste quando te tentei encher de tinta, claro que te fiz chorar até não aguentar mais conter a vontade me rir e de limpar as tuas lágrimas, cobrindo-te daquilo que dizias ser o porquê de teres pousado sobre mim o manto da tua paixão. Paixão brilhante, que foi perdendo loucura até à rotina diária do beijo-abraço-apalpão-cama. Foi nisso que se tornou. Mas isso, faz-me muita muita falta.


Pensei aguentar-me perante ti, dizer-te a verdade. Nunca te menti, mas ocultei a forma como me senti quando me penduraste.


Ligo-te. Ahh... se soubesses o que penso enquanto falo contigo, dizendo exatamente o contrário daquilo que era suposto dizer. Mas ainda sei dizer-te a coisa certa, sei que vai resultar: "Amanhã, às oito aqui em minha casa?"

O fado que eu escrevi, foi o que para mim quis. O fado que me foi escrito, eu cumpro e nem acredito.