Não consigo expressar a dor,
Não escrevo por não conseguir,
Porque foi tão grande o amor
Que me falta caminho a seguir.
Foi, escrevo para me enganar,
Como quem não sabe a verdade.
Se amei ontem, continuo a amar
O que me ilude é só a saudade.
Acredito que já não exista agora,
O que foi meu e será inconsciente,
O que me atrasa no tempo, demora,
E esta agora preso noutra mente.
Passos Caricatos
Se der para rir, ri. Se der para chorar, chora. E daí?
Sábado, 14 de Abril de 2012
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
.Contrária Justiça
Se julguei que amava o eterno,
Descubro que amo o incerto.
Vivo o amor em pleno Inverno
Amando com o calor do deserto.
Dou tempo, dou suor e vontade,
Recebo palavras, nomes irreais.
Sou escrava daquela saudade,
Pedra dura em fracos cristais.
Levo o peso de já nem saber,
De pedir perdão sem calcular,
Porque tanto faço te sofrer
Quando contigo me falta o ar.
Descubro que amo o incerto.
Vivo o amor em pleno Inverno
Amando com o calor do deserto.
Dou tempo, dou suor e vontade,
Recebo palavras, nomes irreais.
Sou escrava daquela saudade,
Pedra dura em fracos cristais.
Levo o peso de já nem saber,
De pedir perdão sem calcular,
Porque tanto faço te sofrer
Quando contigo me falta o ar.
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
.Onze
Não existe tamanha luz,
Nem tamanha imensidão,
Como o oceano que seduz
No meio da escuridão.
Brilha agora, bonita atitude,
Que foste ódio e desgaste.
Chega, amor, tão amiúde
Que, tarde, sempre chegaste.
Olhos que não vêem, cegos,
Não sentem o meu coração.
Olhos cegos que não sentem,
Vivem felizes na minha ilusão.
Ninguém me mandou ver,
Ninguém julgou que sabia,
Mas o ódio que senti ter,
Levaste, às onze, naquele dia.
Nem tamanha imensidão,
Como o oceano que seduz
No meio da escuridão.
Brilha agora, bonita atitude,
Que foste ódio e desgaste.
Chega, amor, tão amiúde
Que, tarde, sempre chegaste.
Olhos que não vêem, cegos,
Não sentem o meu coração.
Olhos cegos que não sentem,
Vivem felizes na minha ilusão.
Ninguém me mandou ver,
Ninguém julgou que sabia,
Mas o ódio que senti ter,
Levaste, às onze, naquele dia.
Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
.Mastiga e deita fora
Quis ser amante dum coração,
Fui amante duma miragem,
Veio e alimentou a ilusão,
Saiu feito foto ou filmagem.
Fui usada e ouvi até dizer,
Que iria em frente e ficava.
Estou agora a perceber
Que mentia e falsificava.
Sei também que ocupou,
Por pouca sorte, ventura,
Meu lugar, ou o que ficou,
Outra pequena aventura.
Sofrerá o que eu sofri,
Chorará o que não choro,
Porque eu gostei de ti
Mas ao passar, melhoro.
Fui amante duma miragem,
Veio e alimentou a ilusão,
Saiu feito foto ou filmagem.
Fui usada e ouvi até dizer,
Que iria em frente e ficava.
Estou agora a perceber
Que mentia e falsificava.
Sei também que ocupou,
Por pouca sorte, ventura,
Meu lugar, ou o que ficou,
Outra pequena aventura.
Sofrerá o que eu sofri,
Chorará o que não choro,
Porque eu gostei de ti
Mas ao passar, melhoro.
Sábado, 8 de Outubro de 2011
.Vem
Vem, que estou farta de lutar sozinha.
Vem de novo que estou farta,
Farta de esperar por ti, por nós.
Estou num abismo que mata
E vejo-nos tão e sempre sós.
Se sozinha estou, aqui, perdida,
A solidão que também tens contigo.
Porque ando sempre escondida,
Num mundo tão velho, antigo?
Vem de novo que estou farta,
Farta de esperar por ti, por nós.
Estou num abismo que mata
E vejo-nos tão e sempre sós.
Se sozinha estou, aqui, perdida,
A solidão que também tens contigo.
Porque ando sempre escondida,
Num mundo tão velho, antigo?
Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
.Fins dos meios
O que foi feito em defeito,
Engenho, arte e loucura,
Foi escrito bem a jeito
De quem só procura.
Não finjo a maldade,
Porque não a tenho,
Mas tenho saudade
E por este meio venho.
Palavras contigo só são,
São o que são, o vento.
Voam agora só na ilusão
Daquilo que ainda tento.
Volta nas horas certas,
Leva pensamentos feios.
Decisões agora incertas,
São fins que justificam meios.
Engenho, arte e loucura,
Foi escrito bem a jeito
De quem só procura.
Não finjo a maldade,
Porque não a tenho,
Mas tenho saudade
E por este meio venho.
Palavras contigo só são,
São o que são, o vento.
Voam agora só na ilusão
Daquilo que ainda tento.
Volta nas horas certas,
Leva pensamentos feios.
Decisões agora incertas,
São fins que justificam meios.
Quinta-feira, 22 de Setembro de 2011
.Querer/Poder
Queria ser altiva,
Bem falado amor,
Já quis ser Diva,
Já quis ser actor.
Já quis que me quisesses,
Já quis que fosses perto.
Já fiz com que fizesses
Da lágrima, um deserto.
Já pude ser infalível,
Já pude ser perfeita,
Agora quero o inatingível,
Tu, na hora da desfeita.
Queres agora,
Só podes amanhã.
Não jogues fora
Confiança sã.
Bem falado amor,
Já quis ser Diva,
Já quis ser actor.
Já quis que me quisesses,
Já quis que fosses perto.
Já fiz com que fizesses
Da lágrima, um deserto.
Já pude ser infalível,
Já pude ser perfeita,
Agora quero o inatingível,
Tu, na hora da desfeita.
Queres agora,
Só podes amanhã.
Não jogues fora
Confiança sã.
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011
.Tempo (a ti que mo fazes demorar)
Tempo, que es tão pequeno no relógio,
Tão cheio de manhas e tanto critério
Não se te diga o que é tão óbvio,
Se te marque como Rei do Mistério.
Passaste tão depressa no que foi bom,
Passas tão devagar à beira da morte
Que já só quero que venha de bom tom
Acabar com o que falta da minha sorte.
O amanhã, tão pior e tão cheio de nada,
Cheio de tempo que custará a passar,
Pensa que na cama onde fui amada,
Outro alguem te vai também amar.
E agora, tempo, que te digo e faço?
Teimas em lavar a minha roupa suja.
Do coração, já só tenho meio pedaço
Passa logo para que por ti, fuja.
Não sei se digo como bem-amado,
Quando amada afinal já não sou,
Sei que, rápido, és tão desejado
Como o que tão rápido por mim passou.
Tão cheio de manhas e tanto critério
Não se te diga o que é tão óbvio,
Se te marque como Rei do Mistério.
Passaste tão depressa no que foi bom,
Passas tão devagar à beira da morte
Que já só quero que venha de bom tom
Acabar com o que falta da minha sorte.
O amanhã, tão pior e tão cheio de nada,
Cheio de tempo que custará a passar,
Pensa que na cama onde fui amada,
Outro alguem te vai também amar.
E agora, tempo, que te digo e faço?
Teimas em lavar a minha roupa suja.
Do coração, já só tenho meio pedaço
Passa logo para que por ti, fuja.
Não sei se digo como bem-amado,
Quando amada afinal já não sou,
Sei que, rápido, és tão desejado
Como o que tão rápido por mim passou.
Quinta-feira, 14 de Julho de 2011
.Esquece
Enquanto ficas e esqueces,
Eu choro, grito e condeno.
Enquanto ignoras e vences
Eu perco e engulo o veneno.
Eu fico sozinha e pesada,
Feita de medos e vontades,
Eu não fui a única errada
E só eu aguento as saudades.
Espero-te, tremendo tempo,
De costas voltadas à vida,
Que viver por um momento
É viver comigo já esquecida.
Eu choro, grito e condeno.
Enquanto ignoras e vences
Eu perco e engulo o veneno.
Eu fico sozinha e pesada,
Feita de medos e vontades,
Eu não fui a única errada
E só eu aguento as saudades.
Espero-te, tremendo tempo,
De costas voltadas à vida,
Que viver por um momento
É viver comigo já esquecida.
.Se dói, existe
Achas que o tempo tem alma?
Acha que cura a tua dor?
É cruel e nunca te acalma,
O tempo só cria o Rancor.
Dói agora e vai doer sempre,
Virá lembrando o teu sono,
Que um coração tão doente,
Não tem alma, cor nem dono.
Procura, cego, em porta certa,
Novos olhos, novas visões,
Nada velho servirá de alerta
Tudo o que é velho, são ilusões.
Deixa de acreditar na paz,
Larga de vez a errada fé,
Muda contigo e serás capaz
De ver no mar, nova maré.
Acha que cura a tua dor?
É cruel e nunca te acalma,
O tempo só cria o Rancor.
Dói agora e vai doer sempre,
Virá lembrando o teu sono,
Que um coração tão doente,
Não tem alma, cor nem dono.
Procura, cego, em porta certa,
Novos olhos, novas visões,
Nada velho servirá de alerta
Tudo o que é velho, são ilusões.
Deixa de acreditar na paz,
Larga de vez a errada fé,
Muda contigo e serás capaz
De ver no mar, nova maré.
Terça-feira, 24 de Agosto de 2010
.Leis e Direito

A loucura fez-me aceitar,
Pontos e acordos comuns
Que não renego ao falar
Que remorsos tenho nenhuns.
Foram cláusulas de amor
Regras que o destino quis.
E só porque causam dor,
Não apagam o que fiz.
Vale a pena ficar e ser aqui,
Vale a pena vir a rejeitar
O fim da eternidade e vida por ti,
Porque só te sei e quero amar.
Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010
.Fim do Surreal
Não há neste mundo real
Nem nos outros que virão
Menina tão rara e surreal
Como a dona do meu coração.
Simples e feita de doce,
Grande e feita de mar,
Como se de algodão fosse
É suave em querer amar.
Procuro e não encontro
Em prosa ou poema algum
Menina que seja o ponto,
Fim de mundo nenhum.
Nem nos outros que virão
Menina tão rara e surreal
Como a dona do meu coração.
Simples e feita de doce,
Grande e feita de mar,
Como se de algodão fosse
É suave em querer amar.
Procuro e não encontro
Em prosa ou poema algum
Menina que seja o ponto,
Fim de mundo nenhum.
Sexta-feira, 23 de Abril de 2010
.Inteira
Não páro pela verdade que menti
Não páro para olhar para trás,
Pego na tua mão, olha bem e sorri
Fugimos de tudo, sonha e serás.
Num mundo novo, sem guarda cerrada
Nem ninguém que diga o contrário,
Vivemos sem me sentir errada
Sem o peso dum duro horário.
Vem comigo, tem pressa de chegar.
Noite de muitas, sempre primeira.
Dorme quente sem ter medo de amar,
Porque amar assim é uma vida inteira.
Não páro para olhar para trás,
Pego na tua mão, olha bem e sorri
Fugimos de tudo, sonha e serás.
Num mundo novo, sem guarda cerrada
Nem ninguém que diga o contrário,
Vivemos sem me sentir errada
Sem o peso dum duro horário.
Vem comigo, tem pressa de chegar.
Noite de muitas, sempre primeira.
Dorme quente sem ter medo de amar,
Porque amar assim é uma vida inteira.
Quarta-feira, 10 de Março de 2010
.Menina
O corpo veste prata
O olhar veste o luar
A boca veste veludo
Que vicia no amar.
As palavras somam
Lágrimas de brincar
Tudo em mim sorri
Se te vir chegar.
Parei o tempo por ti,
Por não poder ficar.
O que será de mim
Se nunca te achar.
O olhar veste o luar
A boca veste veludo
Que vicia no amar.
As palavras somam
Lágrimas de brincar
Tudo em mim sorri
Se te vir chegar.
Parei o tempo por ti,
Por não poder ficar.
O que será de mim
Se nunca te achar.
Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
.Utopia
Amo-te sim, na verdade pura.
No mais doce da melhor amora,
Amo-te enquanto o sempre dura.
Hoje, amanhã, sempre e agora.
Não me mintas na vontade,
Diz-me tudo o que sentes
Porque vais deixar saudade
E não quero saber se mentes.
És o mais perfeito erro,
Peco só por tanto querer amar.
Ver teus olhos quando os meus cerro
É o mais doce querer ser para errar.
No mais doce da melhor amora,
Amo-te enquanto o sempre dura.
Hoje, amanhã, sempre e agora.
Não me mintas na vontade,
Diz-me tudo o que sentes
Porque vais deixar saudade
E não quero saber se mentes.
És o mais perfeito erro,
Peco só por tanto querer amar.
Ver teus olhos quando os meus cerro
É o mais doce querer ser para errar.
.Dentro de mim
Dentro de mim vivo eu.
Vive o medo de não ser,
Ser verdadeira com o meu
Que ninguém quer ver.
Mas esse mundo dói.
Pesa-me como fardo
Que o meu amor mói
E o vosso não é dado.
Não entendem a verdade,
Sou eu quem pensa assim.
Eu sei que têem saudade
Do que vive dentro de mim.
Vive o medo de não ser,
Ser verdadeira com o meu
Que ninguém quer ver.
Mas esse mundo dói.
Pesa-me como fardo
Que o meu amor mói
E o vosso não é dado.
Não entendem a verdade,
Sou eu quem pensa assim.
Eu sei que têem saudade
Do que vive dentro de mim.
Domingo, 30 de Agosto de 2009
.Mulher
Já pesas em mim como eu nunca quis,
Já fazes esquecer o tempo como vento
Que passa leve como palavra de quem diz
A mentira do quanto sente por dentro.
Já sorris sem sequer estares presente
Nos sonhos que persegues sem avisar.
O olhar perfeito de quem está ausente
Mas sabe sentir quando se vê apaixonar.
Reconheço-te tão frágil e meio só
Quando todo o mundo te afaga e quer,
Sei-me toda nessa tão pura verdade
Que nos une apenas, por ser mulher.
Se o carnal é escrito como errado,
Espero nunca te fazer sequer tentar.
Que venhas pelo bonito e acertado
Para que nunca te arrependas de pecar.
Já fazes esquecer o tempo como vento
Que passa leve como palavra de quem diz
A mentira do quanto sente por dentro.
Já sorris sem sequer estares presente
Nos sonhos que persegues sem avisar.
O olhar perfeito de quem está ausente
Mas sabe sentir quando se vê apaixonar.
Reconheço-te tão frágil e meio só
Quando todo o mundo te afaga e quer,
Sei-me toda nessa tão pura verdade
Que nos une apenas, por ser mulher.
Se o carnal é escrito como errado,
Espero nunca te fazer sequer tentar.
Que venhas pelo bonito e acertado
Para que nunca te arrependas de pecar.
Sábado, 11 de Julho de 2009
.Disfarce
Tenho medo por mim,
Por quem me ama.
Tenho medo que ao fim
Não tenha colo nem cama.
Sofro por ser tão assim,
Como quem retira a rama
E descobre então jasmim
No pântano que meu nome chama.
O demónio veste-se de querubim
No desejo que te dá fama.
Corpo que de cabedal faz cetim
Noite que o dia aclama,
És a vontade de dizer sim,
Protagonista do maior drama.
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
.Olhar sem ver
Não quero que me vejas assim,
Sem meio termo para não chorar,
Sem rede que me cuide de mim
E sem ar que me deixe respirar.
Quero que me tenhas sempre feliz,
Se algum dia quiseres ser parte.
Vais ter-me como quem sempre quis
E prometeu sem ter, nunca deixar-te.
Ver-te na tua essência mais pura,
Num mundo que de teu nunca passa,
É correr sozinha na pouca aventura
Num amor profundo que me escurraça.
Se soubesse que me tinhas em falta,
No meu fim que o poderia não ser,
Apagava as luzes poucas da ribalta
Para que pensasses em mim sem querer.
Só queria que me olhasses de frente
E me deixasses tentar sem temer
Mostra-te como sofre a gente
Que sem ter, tem medo de perder.
Sem meio termo para não chorar,
Sem rede que me cuide de mim
E sem ar que me deixe respirar.
Quero que me tenhas sempre feliz,
Se algum dia quiseres ser parte.
Vais ter-me como quem sempre quis
E prometeu sem ter, nunca deixar-te.
Ver-te na tua essência mais pura,
Num mundo que de teu nunca passa,
É correr sozinha na pouca aventura
Num amor profundo que me escurraça.
Se soubesse que me tinhas em falta,
No meu fim que o poderia não ser,
Apagava as luzes poucas da ribalta
Para que pensasses em mim sem querer.
Só queria que me olhasses de frente
E me deixasses tentar sem temer
Mostra-te como sofre a gente
Que sem ter, tem medo de perder.
Sábado, 2 de Maio de 2009
.Sim?

A minha mente não me deixa pensar em mais nada e o meu corpo também não o deseja. Bebe-te como um último beijo que não foi primeiro ainda, sente-te na falta de nunca te ter tido. Dói a constante ideia de vir a perder um jogo acabado, mas que alimenta esperanças num sonho que ainda tem o leito quente. O meu corpo dita tudo aquilo que não sei dizer, diz baixinho o que te quer gritar num breve momento de coragem que a minha mente diz vir a ser vão. O meu colo gélido, subordinado dum coração que não sabe já se não ser frio, aquece perante o tanto que poderia ser se tu me fizesses, me construisses, se me quisesses. Não ser, mas ter tudo e mais vontade, faz-me respirar o saber ser duma forma mais forte, como fui quando amei. E não amarei agora? Não lhe poderei chamar o mesmo que ao primeiro, o meu grande, o meu maior? Se me mostrares a face da verdade, dura ou doce, saberei como reagir. Que sejas breve numa resposta a uma pergunta que não fiz, que não sei se aguento querer ter o mundo na minha mão e seres tu que o tens.
Quinta-feira, 9 de Abril de 2009
.Eu fico aqui
Dei o corpo e dei a alma.
Dei o tempo e dei a vida.
Perdi o sossego e a calma.
Entrei num beco sem saída.
Vou esquecer o teu nome,
Vou esquecer que o escrevi
Em todos os passos pesados
Que me afastam de ti.
Sacrificio doce lembrar-me
Que me dói amar-te e perder.
Não ser nada mas seres-me tudo
Será sempre o que me faz viver.
Não quero dar-te o prazer
Nem quero que saibas da vontade,
Mas tenho que me lembrar de ser
Mais do que esta amarga saudade.
Todo o mal que me fizeste,
Não me afastou como querias.
Tentaste mudar o que sempre vi
Mas nunca mudaste o que vias.
Olha para mim e diz sem pensar,
Que não valeu a pena e não doeu
Teres saído a medo e com pesar
Sabendo que ainda nada me moveu.
Nunca saí do meu lugar e sei
Que te custou também a ti.
Perdoar não é problema e eu,
Eu fico aqui.
Dei o tempo e dei a vida.
Perdi o sossego e a calma.
Entrei num beco sem saída.
Vou esquecer o teu nome,
Vou esquecer que o escrevi
Em todos os passos pesados
Que me afastam de ti.
Sacrificio doce lembrar-me
Que me dói amar-te e perder.
Não ser nada mas seres-me tudo
Será sempre o que me faz viver.
Não quero dar-te o prazer
Nem quero que saibas da vontade,
Mas tenho que me lembrar de ser
Mais do que esta amarga saudade.
Todo o mal que me fizeste,
Não me afastou como querias.
Tentaste mudar o que sempre vi
Mas nunca mudaste o que vias.
Olha para mim e diz sem pensar,
Que não valeu a pena e não doeu
Teres saído a medo e com pesar
Sabendo que ainda nada me moveu.
Nunca saí do meu lugar e sei
Que te custou também a ti.
Perdoar não é problema e eu,
Eu fico aqui.
Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
.Enlace
No silêncio duma tarde meio perdida, descubro que sinto falta de sentir alguém. Alguém que me toque de dentro para fora, que me fale ao ouvido e não diga nada que não seja a coisa mais doce do mundo. Sinto falta de adormecer no colo de alguém que me ache necessária, porque hoje não faço falta a ninguém. Amar... Não sei voltar a amar, só porque acredito que amei tudo duma vez. Sinto falta de ser miseravelmente feliz, de viver sem arrastar os pés e de voar mesmo na desilusão.
Quero o enlace de alguém que me quer. E se houver alguém que me queira, que seja quem amei ou que me ensine a amar outra vez. Que encha de mimos e que me faça renascer.
Se eu te pedisse... Voltavas, amor?
Quero o enlace de alguém que me quer. E se houver alguém que me queira, que seja quem amei ou que me ensine a amar outra vez. Que encha de mimos e que me faça renascer.
Se eu te pedisse... Voltavas, amor?
Domingo, 18 de Janeiro de 2009
.Luxúria

Erro meu pensar que vinhas,
Pensar que voltavas para ficar.
Nunca voltaste porque tinhas
Orgulho demais para amar.
Sei que foi falso, esse passo.
Não te custou nada sair,
Mas toldou tudo o que faço,
Dependia de ti para sentir.
Esperei demais e chegou.
Vou correr atrás de mim
Porque a vaidade te levou
E o meu corpo não sente assim.
Prefiro agora ser eu,
Dona do tempo e da vontade.
Vou aprendendo o que é meu
E tu, nem deixas saudade.
Sábado, 10 de Janeiro de 2009
.Deus?

Será divino ou sagrado?
Terei de aceitar este fim?
Um bocado do Diabo
Que se apresenta assim.
Mereço tamanha culpa,
Flor da negativa vontade?
Não sei ver idade adulta
Se me tiram já a minha idade.
O ser feliz é de minutos,
O ser triste da eternidade.
Serei, em momentos ocultos,
Capaz de contrariar a vontade?
Tenho os meus que o amor traz,
Pilares de vida do meu ser.
Sei que vou ser capaz,
Tenho neles tudo para vencer.
Domingo, 28 de Dezembro de 2008
.Queimei

Não pedi licença, entrei.
Mordi o desgosto de não ser,
A vontade de não chegar
E o querer aprender.
Não fui certa, perdi.
Não soube estar, chorei.
Fui o pouco que investi,
O que não disse nem mostrei.
Vais como pesadelo triste,
Que se acaba ao amanhecer.
Ficas como sombra que insiste
Ver-me só para te ver crescer.
Não dei importância ao todo
Que se divide e faz reviver
O muito que fui sentido
E que hoje corta e faz sofrer.
Foste. Não há mais lenha por onde arder.
Domingo, 21 de Dezembro de 2008
.Peço desculpa

O corpo já não reage à emoção,
Já não aquece ao toque real.
Do pouco sinto, só coração
E esse bate, pouco e mal.
Já não me sei levantar
E nem sinto vontade,
Porque mesmo sem errar
Vivo de medo e saudade.
Acho-me pouco e não sei ver,
Que faço falta e sou parte.
Falta-me achar o que fazer,
Para começar, solidão, a odiar-te.
O meu bem-estar é bem melhor,
Que a tristeza mais dura.
Mas não me alimento de amor,
Vivo só da dúvida mais pura.
Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
.Vontades
Se não me ouves, nem me chamas
Se escondes e não queres ver,
Não posso mostrar-te como
Nem sei mais o que te dizer.
Se preferes sair e ignorar
Se queres fazer de conta,
Vou sair para não voltar
Vou ser do fio a ponta.
Se não pedes que fique
Se nem mostras querer,
Vou para se que modifique
A forma que olhas sem me ver.
Se vais calar o que sentes
Se ficas com o que é meu,
Levo o que me resta da vontade
E esqueço tudo o que é teu.
Se não sabes dar valor
Se não queres nem tentar,
Não fico para ver o pior
Que já me vez vacilar.
Se escondes e não queres ver,
Não posso mostrar-te como
Nem sei mais o que te dizer.
Se preferes sair e ignorar
Se queres fazer de conta,
Vou sair para não voltar
Vou ser do fio a ponta.
Se não pedes que fique
Se nem mostras querer,
Vou para se que modifique
A forma que olhas sem me ver.
Se vais calar o que sentes
Se ficas com o que é meu,
Levo o que me resta da vontade
E esqueço tudo o que é teu.
Se não sabes dar valor
Se não queres nem tentar,
Não fico para ver o pior
Que já me vez vacilar.
Domingo, 23 de Novembro de 2008
.A 'minha' saudade
Ainda aqui estás 'comigo',
Mas já lhe sinto o gosto
Da saudade do dizer amigo
Do estar para ser encosto.
Do rir da verdade ridicula
Ou de rir para não chorar,
Na certeza de estar sempre,
É lá que me vais achar.
Vais ser sempre a vontade
De rir privado ao lembrar,
De motivos nossos tripartidos
De três que nunca irão mudar.
Rio dentro do meu orgulho
Na vontade enorme do teu ser
Pergunto-me quando em mim mergulho
Se sabes a falta que vais fazer.
Olhar de anão para gigante,
Ouvir de igual para igual.
Já fazes parte da minha gente,
Do que se tornou fundamental.
(Se não sabias disto, ficas a saber agora. Se não to soube mostrar, escrevi agora. Tenho muito orgulho em ti. A sério.)
Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
.E eu quero-o

Minto-me constantemente. Minto a quem procura a verdade. Não quero nunca reconhecer que ainda te tenho como certo, que ainda espero que voltes atrás. Nego achar justo que te arrependas, mas desejo todos os dias que a noite te traga o desassossego dum passo mal dado. Quero ser esse passo. Ainda penso em ti no teu estado, para mim, mais puro. Prefiro apagar o lado negro que me deixou escura e sem retorno à luz que me trazias todos os dias. Não a acho em mais ninguém e temo dar de mim o que contigo deixei.
Quero que voltes, feliz como te achei, puro como te encontrei. Volta, mas não para errar da mesma forma... E, agora ao escrevê-lo, menti-me outra vez. Quero que voltes, de qualquer jeito, mesmo que venhas para partir.
Mesmo que seja pelo fim que nunca me deste, mereço-o. E quero-o.
Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008
.Fado

Venha um, venham todos juntos
Podem dizer, ouvir e desconfiar.
Venham em grupos, venham muitos
Que eu não deixo o meu lugar.
Fiz promessa, marquei presença.
Corra o tempo e a vontade,
Venha a tristeza e a mudança.
O pior será só saudade.
Que a distância nos afaste
Só para nos ver juntar.
Que o tempo nunca desgaste
O que não se pode contar.
Caminho segura lado a lado
Com melhor que se pode ter.
Cantei triste meu fado
Para o ver agora renascer.
Sábado, 18 de Outubro de 2008
.Enleio
Sufoca e faz sentir quente,
Aperta no nó que me enlaça.
Corta de tão fino e mente,
Morde dentro como quem abraça.
Cresce enleado e vai mudando
De cor, intensidade e graça
Linha doce que não comando
Mel da minha desgraça.
Quantos nós, tanta vontade.
Quanto fio, não se conta.
Quero, para matar a saudade,
Deste enleio, achar a ponta.
.Su
Aperta no nó que me enlaça.
Corta de tão fino e mente,
Morde dentro como quem abraça.
Cresce enleado e vai mudando
De cor, intensidade e graça
Linha doce que não comando
Mel da minha desgraça.
Quantos nós, tanta vontade.
Quanto fio, não se conta.
Quero, para matar a saudade,
Deste enleio, achar a ponta.
.Su
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
.Do lado errado do que é certo
Raro em mim seria escrever-me feliz
Raro seria dizer-me contente
Tão raro quanto o bem que hoje fiz
Rodeada do ouro da minha gente.
E o lado errado é pensar-me inferior
Incapaz de abraçar o que é correcto
O que me dão não sei se é amor
Mas são tudo o que me parece certo.
Temo por mim se me der como sozinha
Temo as partidas dos que me dão a mão
Mantenho perto quem comigo caminha
Para que mantenham longe a solidão.
A importância cabe-me a mim atribuir
A intensidade cabe-me a mim manter
A distância cabe-me a mim definir
E tudo para não sair a perder.
Raro seria dizer-me contente
Tão raro quanto o bem que hoje fiz
Rodeada do ouro da minha gente.
E o lado errado é pensar-me inferior
Incapaz de abraçar o que é correcto
O que me dão não sei se é amor
Mas são tudo o que me parece certo.
Temo por mim se me der como sozinha
Temo as partidas dos que me dão a mão
Mantenho perto quem comigo caminha
Para que mantenham longe a solidão.
A importância cabe-me a mim atribuir
A intensidade cabe-me a mim manter
A distância cabe-me a mim definir
E tudo para não sair a perder.
Terça-feira, 1 de Julho de 2008
.Perdidos e Achados
Ainda te procuro. Todos os dias e em tudo.
Poucas vezes não te encontro
Aonde nunca te devia procurar.
Acabo por negar e escondo
Quando te quero onde não devias estar.
Nunca te substitui e quis
Que nunca ocupassem teu lugar,
Não só por tudo o que fiz
Mas pelo pouco que quiseste dar.
Foste tão mais do que soubeste
No tão pouco que te soube mostrar.
Tão pouca noção do bem que fizeste
E do mal que me viu derrotar.
Ainda te procuro porque me pegunto.
Ainda te tenho porque me iludo.
Ainda fazes muita falta dentro
Todos os dias e em tudo.
.Su
Poucas vezes não te encontro
Aonde nunca te devia procurar.
Acabo por negar e escondo
Quando te quero onde não devias estar.
Nunca te substitui e quis
Que nunca ocupassem teu lugar,
Não só por tudo o que fiz
Mas pelo pouco que quiseste dar.
Foste tão mais do que soubeste
No tão pouco que te soube mostrar.
Tão pouca noção do bem que fizeste
E do mal que me viu derrotar.
Ainda te procuro porque me pegunto.
Ainda te tenho porque me iludo.
Ainda fazes muita falta dentro
Todos os dias e em tudo.
.Su
Terça-feira, 10 de Junho de 2008
.A Quem Toma Conta
A quem merece. Dedico tudo o que escrevo a quem sabe do que falo, mas nunca lhes escrevi nada. Agora, é deles o que se segue.
É vosso, de quem lê o blog. Porque se dei permissão para ler, é porque me é muito e soube merecer ser:
Não tenho como descrever. Posso até falar horas a fio de tudo o que sinto, sem nunca achar suficientes todos os adjectivos. Admito sentir-me frustrada, por achar que às vezes nem sou metade do que merecem e porque vos chateio com merdas minhas. Mas, sempre soube estar e ouvir também.
Entre saídas, cafézinhos, concertos ou telefonemas sem porquê, não há um momento melhor que outro. Circuntâncias diferentes não vos puseram em patamares diferentes, mas deram-vos tudo o que tiver para dar.
São Savage Garden, Terra Naomi e Alicia Keys. Meravigliosa Creatura e um fadinho da Mariza. São quem guarda mágoas e desfaz tristezas. São quem faz rir e ri... Ri muito e pela noite fora. Fazem sentir bem e como ninguém. Não há solidão, nem de lágrima estendida pela cara de quem sente e de quem ouve. São telepatia, daquele nem precisar falar. São ídolos e inspiração. Quem me puxa do buraco e diz que vale a pena. São quem me abraça naquele 'Gosto muito de ti...' reconfortante. São o céu, são o chão... Paredes e pilares de uma vida feita dos Passos Caricatos de quem tem muita sorte em vos ter.
É vosso, de quem lê o blog. Porque se dei permissão para ler, é porque me é muito e soube merecer ser:
Não tenho como descrever. Posso até falar horas a fio de tudo o que sinto, sem nunca achar suficientes todos os adjectivos. Admito sentir-me frustrada, por achar que às vezes nem sou metade do que merecem e porque vos chateio com merdas minhas. Mas, sempre soube estar e ouvir também.
Entre saídas, cafézinhos, concertos ou telefonemas sem porquê, não há um momento melhor que outro. Circuntâncias diferentes não vos puseram em patamares diferentes, mas deram-vos tudo o que tiver para dar.
São Savage Garden, Terra Naomi e Alicia Keys. Meravigliosa Creatura e um fadinho da Mariza. São quem guarda mágoas e desfaz tristezas. São quem faz rir e ri... Ri muito e pela noite fora. Fazem sentir bem e como ninguém. Não há solidão, nem de lágrima estendida pela cara de quem sente e de quem ouve. São telepatia, daquele nem precisar falar. São ídolos e inspiração. Quem me puxa do buraco e diz que vale a pena. São quem me abraça naquele 'Gosto muito de ti...' reconfortante. São o céu, são o chão... Paredes e pilares de uma vida feita dos Passos Caricatos de quem tem muita sorte em vos ter.
Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
Dia mau/Boa noite
Acordei e não te quis ver em lado nenhum
Saí de casa e perdi-me a rever-te no social
Entre músicas e cheiros de lugar algum
Duvidei a minha decisão como ideal.
O dia corre e nem sei se penso em ti
Nem se tenho até tempo para pensar
Será que me lembrei do teu nome tanto assim?
Afinal utilizo o dia para me tentar enganar.
Chego a casa na minha calma e não sinto
Há-de haver tempo para me encostar
Saio de casa obrigada, não minto
Mas saio só para não te querer esperar.
E riu sem nexo, ou com tanto que nem sei
Fazem-me me rir e eu faço-me piada
Torno engraçadas as pedras que pisei
Para tentar ocultar vida mais desordenada.
E não há como controlar o que se aproxima
Quando me deito e sinto o que não consigo mudar
Preciso de quem me ajuda e puxa para cima
E o Samsung não há meio de tocar.
Saí de casa e perdi-me a rever-te no social
Entre músicas e cheiros de lugar algum
Duvidei a minha decisão como ideal.
O dia corre e nem sei se penso em ti
Nem se tenho até tempo para pensar
Será que me lembrei do teu nome tanto assim?
Afinal utilizo o dia para me tentar enganar.
Chego a casa na minha calma e não sinto
Há-de haver tempo para me encostar
Saio de casa obrigada, não minto
Mas saio só para não te querer esperar.
E riu sem nexo, ou com tanto que nem sei
Fazem-me me rir e eu faço-me piada
Torno engraçadas as pedras que pisei
Para tentar ocultar vida mais desordenada.
E não há como controlar o que se aproxima
Quando me deito e sinto o que não consigo mudar
Preciso de quem me ajuda e puxa para cima
E o Samsung não há meio de tocar.
Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
.Já não há
E tudo o que precisei, fugiu
Levou tempo e levou o meu
Levou-me tão cruelmente
Que me arrancou do que fui eu.
Não ser senão para estar
Fazia bem, e mal fazia
Acabei por cansar de ser
O que mastigava e depois cupia.
Vontade de pertencer, não ser àparte
Vontade de compreensão e abraço
De ser guiada, para poder guiar-te
Por entre caminhos que já não traço.
Sei que não é simples acreditar
Mas sei bem que me conheço
É mais simples tentar amar
É o simples tentar que peço.
Levou tempo e levou o meu
Levou-me tão cruelmente
Que me arrancou do que fui eu.
Não ser senão para estar
Fazia bem, e mal fazia
Acabei por cansar de ser
O que mastigava e depois cupia.
Vontade de pertencer, não ser àparte
Vontade de compreensão e abraço
De ser guiada, para poder guiar-te
Por entre caminhos que já não traço.
Sei que não é simples acreditar
Mas sei bem que me conheço
É mais simples tentar amar
É o simples tentar que peço.
Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008
.Novos formatos
Se não fosses tudo, serias nada
Nem meio termo, nem falta de ti
Sem lugar para noites acordada
Nem para dias de sentir assim.
O referido não se confirma
Nem vontade do o tornar verdade
Se fosse metade de mim
Serias tu minha metade.
Dependente do que não é meu
Não do que não me é nada
Mais vale correr atrás do concreto
Do que numa corrida acabada.
Nem meio termo, nem falta de ti
Sem lugar para noites acordada
Nem para dias de sentir assim.
O referido não se confirma
Nem vontade do o tornar verdade
Se fosse metade de mim
Serias tu minha metade.
Dependente do que não é meu
Não do que não me é nada
Mais vale correr atrás do concreto
Do que numa corrida acabada.
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
O que não quero partilhar
Há coisas que escondo e reservo. Coisas minhas e pessoais, das quais falo mas não mostro. Coisas banais, outras nem tanto. Coisas que pertecem a quem eu pertencer.
Escondo o acordar feio de manhã, o mau humor dos dias azuis e o descansar de molho em banho quente.
Oculto o deitar quentinha entre lençois, o entrelaçar de pernas e as meias grossas que completam o pijama dos ursinhos.
Reservo desejos de susurro ao ouvido, beijos roubados e abraços meio atrevidos.
Guardo vontades de morder, de ser mordida, pele com pele, corpo a corpo.
Só mostro Su a quem sabe ser de Su. A quem dá tanto como eu... e não dou pouco. Só mostro a quem não se dá, a não ser a quem lhe pertence.
Só merece quem tem teu nome completo.
Escondo o acordar feio de manhã, o mau humor dos dias azuis e o descansar de molho em banho quente.
Oculto o deitar quentinha entre lençois, o entrelaçar de pernas e as meias grossas que completam o pijama dos ursinhos.
Reservo desejos de susurro ao ouvido, beijos roubados e abraços meio atrevidos.
Guardo vontades de morder, de ser mordida, pele com pele, corpo a corpo.
Só mostro Su a quem sabe ser de Su. A quem dá tanto como eu... e não dou pouco. Só mostro a quem não se dá, a não ser a quem lhe pertence.
Só merece quem tem teu nome completo.
Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
As que merecem
As que ficaram, pedi para ficar.
As que quiseram, deixei ir.
As que são, serão sempre.
As que não foram, deixei de sentir.
As que atingem, deixo tocar.
As que passam ao lado, podem passar.
Só as pessoas que ficam
Podem fazer rir a chorar.
Só quem sabe é que mexe dentro
Só quem quer é que sabe fazer sentir
Só quem aprende sabe viver o momento
E quem sabe não tem mais como partir.
As que quiseram, deixei ir.
As que são, serão sempre.
As que não foram, deixei de sentir.
As que atingem, deixo tocar.
As que passam ao lado, podem passar.
Só as pessoas que ficam
Podem fazer rir a chorar.
Só quem sabe é que mexe dentro
Só quem quer é que sabe fazer sentir
Só quem aprende sabe viver o momento
E quem sabe não tem mais como partir.
Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
Para a falta de tempos
Se fosse avaliar a verdade
Veria a mesma como inconcreta e relativa
Depende do dia, da noite
Da disposição lenta ou criativa.
Depende da cor do sonho anterior
Depende dos sorrisos que rodeiam
Depende do peso da minha dor
Ou dos pensamentos que vagueiam.
Tendo em conta toques e beijos
Juntando pontapés e empurrões
Digo que a minha verdade desconhecida
É feita de falta de conclusões.
Veria a mesma como inconcreta e relativa
Depende do dia, da noite
Da disposição lenta ou criativa.
Depende da cor do sonho anterior
Depende dos sorrisos que rodeiam
Depende do peso da minha dor
Ou dos pensamentos que vagueiam.
Tendo em conta toques e beijos
Juntando pontapés e empurrões
Digo que a minha verdade desconhecida
É feita de falta de conclusões.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Passos Caricatos
Se der para rir, ri. Se der para chorar, chora. E daí?